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20/03/2012 | Climas opostos, safra de contrastes

Climas distintos: sobrou chuva em Mato Grosso durante ciclo da soja...

 

... e faltou no Paraná, onde Wilson Giese, de Maripá, não conseguiu cobrir os custos de produção

No Paraná, 40 dias sem chuvas significativas e temperaturas seguidamente acima de 35 ºC. Em Mato Grosso, precipitações constantes e temperaturas mais amenas. Um clima de opostos definiu safras de contrastes nos dois estados. No Paraná, a quebra foi bastante expressiva, principalmente na região oeste. Em Mato Grosso, as condições foram bem mais favoráveis e permitiram produtividades entre 50 e 60 sacas/hectare (120 a 145 sacas/alqueire). Ainda assim, não foi a safra que os produtores gostariam. O sol que “sobrou” no Paraná fez falta em Mato Grosso e puxou para baixo o rendimento das lavouras em relação à safra anterior. “O excesso de chuvas entre a segunda quinzena de dezembro e a primeira de janeiro impediu que os produtores controlassem melhor a ferrugem asiática”, diz Nilson Roque, gerente da C.Vale de Sinop. A “mela”, doença causada pela escassez de luz solar, também atrapalhou.  Mesmo assim, a produtividade da soja no Mato Grosso foi bem mais animadora que a do Paraná.
Quem conseguiu plantar mais cedo, se deu melhor. Esse foi o caso de Dionísio Zílio e do filho Fábio. Eles plantaram 585 hectares de soja entre 1º e 12 outubro, na Fazenda Duas Palmeiras, em Sorriso. Quando o período mais úmido chegou, a cultura estava adiantada e pouco foi afetada pela ferrugem asiática. Equipados com colheitadeira de grande porte, eles também conseguiram tirar a soja do campo antes da intensificação das chuvas, a partir do final de janeiro. O rendimento médio ficou em 61 sacas/hectare (147 sc/alqueire), três menos que o da safra 2010/11.  
Situação bem distinta do oeste do Paraná, a região do estado onde a estiagem foi mais severa. O produtor Wilson Giese, de Maripá, vai usar a renda da avicultura, da piscicultura e da produção de leite para enfrentar os danos do clima. “A safra não vai pagar nem os custos”, admite o produtor, calculando as despesas em aproximadamente 60 sacas/alqueire. Na safra passada, ele colheu 150 sacas/alqueire.
Outra família de Sorriso gostaria de ter contado com um clima um pouco mais seco. Laércio Lenz conseguiu produtividade média de 58 sacas/hectare (140 sc/alqueire). “Dezembro e janeiro foi muito chuvoso, com pouca luz e ainda teve a ferrugem asiática”, conta. Gaúcho de Não-Me-Toque e atual presidente do Sindicato Rural do município, ele cultivou soja em 880 dos 1.212 hectares da fazenda que mantém em sociedade com o pai Leori, na localidade de Pontal do Verde. Laércio projeta custo de produção em torno de 40 sacas/hectare (97 sc/alqueire).
Em São Luiz Gonzaga, interior de Sorriso, Eular Pedro Frare obteve rendimento médio de 58 sacas/hectare. O custo de produção ficou em 35 sacas/hectare (85 sc/alqueire), ou seja, a safra deixa uma margem que grande parte dos paranaenses nem de longe vai conseguir.
Os produtores do Mato Grosso do Sul enfrentaram clima semelhante ao dos paranaenses. Os 1.300 hectares de soja cultivados pela família Staudt em Fátima do Sul renderam 40 sacas/hectare. “O clima foi perfeito até a fase vegetativa. Depois da floração começou a faltar chuvas. Isso aí comprometeu a produtividade”, relata João Euzébio. Na safra anterior a média foi de 52 sacas/hectare (126 sc/alqueire).

Fábio Zílio e o agrônomo Rafael Costa

 

João Staudt, com o gerente Rogério Rufino: rendimento médio de 40 sacas/hectare

 

Gerente Francis Tomaselli (1º esq), Leori Lenz, Mateus, Laércio, agrônomo Marcello Cattapan e Gabriel Lenz: excesso de chuva a partir de dezembro

 

Agrônomo Leandro Bertuzzo e gerente Eraldo Sticca com Eular Frare, que colheu 58 sacas/hectare

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