C.Vale

Notícias

10/09/2018 | Cozinha Oriental

Família Sanomiya, de Fátima do Sul (MS) dá receita de felicidade

Há 64 anos, Koji e Tama, pais de Chie Umeda Sanomiya, na época com 2 anos de idade, saíram da cidade de Wakayama-Ken, no Japão, rumo ao Brasil. Foram 52 dias de viagem até o navio atracar no Porto de Santos (SP). Na mala, a tradição nipônica e os sonhos férteis para semear na terrinha verde e amarela. O destino final foi a região de Fátima do Sul, em Mato Grosso do Sul. Naquela época era tudo mato. Com trabalho braçal e muito suor, as culturas foram se transformando, passando pela extração da madeira, plantios de arroz, café, algodão, até chegar às lavouras mecanizadas de milho, soja e à criação de gado. A saudosa lembrança é descrita com gratidão pela carismática Chie, casada, há 48 anos, com Toshio Sanomiya. "No Brasil, meus pais tiveram mais sete filhos. Eu me casei muito nova, com 18 anos, e já formei minha família. Meus irmãos fizeram faculdade e moram em São Paulo. Minha mãe faleceu há 3 anos e meu pai, com 94 anos, mora próximo a eles", revela Chie, mãe de dois casais e avó de Maitê e de Mateu, que ainda está a caminho. Apenas o filho mais novo, Emerson, casado com Thais, com quem tem das duas crianças, mora próximo a Toshio e Chie, em Fátima do Sul. As duas filhas, Eliane e Hevila, residem em Campo Grande, e Elessandro, em Dourados. "Todos fizeram faculdade. As meninas, uma é dentista e a outra é administradora, e os meninos, veterinário e agrônomo", conta, orgulhosa, a dona de casa, acrescentando que todos se casaram com brasileiros. "Uma mistura boa", diverte-se a matriarca. Segundo Chie, seu esposo é um eterno inventor, está sempre criando e reformando coisas. Na propriedade, que fica poucos quilômetros da casa, a madeira e o ferro continuam servindo de matéria-prima para suas invenções.

Na comunidade, dona Chie e seu Toshio têm agenda cheia. Eles são fundadores do Clube Nipônico, que sempre promove eventos para manter a tradição da terra do sol nascente. Nos almoços e jantares, pratos típicos da cultura japonesa, como yakisoba, frango xadrez, sukiyaki e sushi não podem faltar. Aos 66 anos, a matriarca tem pique para costurar, cozinhar, cantar, dançar e pintar. "Faço pintura em tecido e, às vezes, canto no karaokê músicas Enka, que são canções antigas japoneses", explica. Vovó coruja, está sempre fazendo os gostos da netinha Maitê, que adora omelete com arroz japonês no formato de triângulo. "Ela já chega pedindo: Batchan faz oniguiri de gohan com ovo. Não tem como resistir. Faço na hora", gargalha, com espontaneidade de felicidade, a vozinha de pouco mais de 1,5 metro de altura. Outro prato elogiado pelos familiares e amigos é o harussamê – macarrão de arroz.

Tradição

A família é tradicional em Fátima do Sul. Reside há mais de seis décadas em Mato Grosso do Sul. Altamente tecnificados, os Sanomiya encontraram na C.Vale uma parceira para compra e venda de produtos agrícolas. Numa área de 660 hectares produzem, em escala comercial, soja, milho, frango, gado de cria, recria e de corte. Na gestão dos negócios está Emerson. Ele cuida das terras e do plantel. Já o irmão Elessandro, dos dois aviários. "O nosso forte é a lavoura. A cooperativa sempre esteve do nosso lado dando suporte em tudo que precisamos. Entra safra e sai safra, ela está junto", enfatiza Emerson.

Mariana, Kenji, dona Chie e seu Toshio, Thais, Emerson e a pequena Maitê

 

Família/Kazoku

Toshio Sanomiya (pai/otoosan)

Chie Umeda (mãe/okaasan)

Eliane Toshimi (filha/kodomo)

Alexandre Farias (genro/muko-san)

Hevila Tiyoko (filha/kodomo)

Altagner da Silva (genro/muko-san)

Elessandro Kenji (filho/kodomo)

Mariana Dourado (nora/yome-san)

Emerson Massahiro (filho/ kodomo)

Thais Pereira (nora/yome-san)

Maitê Yumi e a caminho Mateu Koji (netos/mago)

 

 

RECEITA

Harussamê à moda Chie

INGREDIENTES

1 pacote de harussamê (220 g) tipo fino

2 pepinos japoneses

2 cenouras médias

4 bastões de kanikama

Hondashi (tempero japonês)

Limão ou vinagre

Sal e Aji-no-moto a gosto

MODO DE PREPARO

Em água fervente, cozinhe por 2 minutos o macarrão harussamê. Mexer bem durante o cozimento para ficar soltinho. Escorra em água fria abundante. Reserve. Rale o pepino e esprema bem para soltar a água. Rale a cenoura e desfie o kani (carne de peixe) em tiras finas. Ajuste os temperos, sal, vinagre e hondashi, e sirva como salada.

DICAS

Podem ser acrescentados outros ingredientes, como omelete, azeitonas picadas e cheiro verde. O segredo deste prato é deixar o macarrão escorrer bem, sem tempero, se possível de um dia para o outro na geladeira. O ponto de cozimento ideal é quando o macarrão de arroz fica transparente.

Dona Chie Umeda com a salada de macarrão de arroz: prato tradicional japonês, mas muito apreciado entre as famílias nipo-brasileiras.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS Mais notícias
C.Vale

C.Vale – Cooperativa Agroindustrial
Av. Independência, 2347 | Palotina – PR
CEP: 85950-000 | Tel: 55 (44) 3649-8181

blz.com.br