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09/05/2018 | SAFRA 2017/18: Dobradinha nos negócios

Produtor de Santa Carmem (MT) aposta na integração lavoura-pecuária

Favorecida por chuvas regulares e baixa incidência de pragas e doenças, as lavouras de soja de Mato Grosso apresentaram produtividade média acima de 60 sacas/hectare. Em Santa Carmem, região norte do estado, os 1.121 hectares destinados à soja pela família Antoniolli apresentaram rendimento 8,5% superior ao da safra passada. Natural de Nova Prata, região serrana do Rio Grande do Sul, Valdemar conta que o rendimento de 70 sacas/hectare foi o mais alto já registrado na Fazenda Platina.

Pecuarista tradicional e associado da C.Vale desde 2005, Antoniolli conta que, há 18 anos, começou a produzir soja no sistema de integração lavoura-pecuária. "Nossas terras eram muito ácidas e como as pastagens estavam se degradando, sentimos a necessidade de tomar uma atitude para garantir a rentabilidade da propriedade", conta o pecuarista, que começou a fazer a integração lavoura-pecuária como uma forma de custear as despesas com a reforma das pastagens.

O que no início eram apenas 380 hectares, hoje está presente em todos os 2.400 hectares da fazenda. "Não existe nada melhor do que fazer a reforma do pasto com o lucro da venda da soja. Se não tivesse a agricultura, eu teria um custo tão alto que a reforma seria inviável", comenta o produtor. Segundo Antoniolli, as duas atividades se complementam. A soja fixa nitrogênio no solo que é aproveitado pelo capim. Em contrapartida, o gado deixa adubo no solo. Além disso, o produtor desseca a pastagem antes de plantar a soja e essa cobertura ajuda na lavoura. "Não usamos mais adubo formulado. Compramos fósforo e cloreto de potássio e aplicamos com taxa variável, fazendo as correções a cada ano."

Sistema produtivo

A estratégia dos Antoniolli é de, no período das chuvas, manter 45% da propriedade com lavoura, enquanto 55% são reservados à pecuária. Na estação seca, os animais entram em 100% dos talhões. Além disso, é feita uma rotação de forma que um pasto fique, no máximo, quatro anos com forrageira antes de retornar à agricultura. "Mantemos todas cercas dos piquetes no mesmo lugar e conseguimos fazer a rotação com lavouras sem problemas."

Hoje, a Fazenda Platina não produz mais milho safrinha. A pastagem é semeada logo após a colheita da soja, ganhando mais tempo para a pecuária. "Nossa safrinha é carne, é proteína. Com a safrinha de milho, além de deixarmos de usar os pastos de braquiária já no mês de abril, não compensa porque muitos vizinhos plantam milho. Fica fácil para a gente comprar e, pelo pouco milho que usamos, não é economicamente viável", explica Antoniolli, que conta com a ajuda dos filhos Giovani e Juliano para administrar a fazenda.

 

Benefícios

Desde que começou a fazer a integração lavoura-pecuária, a Fazenda Platina passou de um rebanho de 1.700 para 4.500 cabeças. Entre os benefícios, estão o maior acúmulo de matéria orgânica no solo, ciclagem de nutrientes, melhor cobertura e manutenção da umidade do solo, redução do estresse das plantas em veranicos, menor incidência de plantas daninhas, além da diversificação da renda.

Valdemar Antoniolli: integração lavoura-pecuária para melhorar resultados da propriedade

 

Raio X

Valdemar Antoniolli

Santa Carmen (MT)

 

Fazenda Platina

Área: 2.400 ha

Soja: 1.121 ha

Gado: 4.700 animais Nelore

 

Fazenda Coimal

Área: 15.230 ha

Extração de madeiras

Itaúba

Cedrinho

 

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