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09/05/2018 | SAFRA 2017/18: Produção no alto

Família Costa Beber (RS) consegue rendimento de 72 sacas/hectare

O clima esteve longe da perfeição, mas para uma safra sob a influência do fenômeno La Niña, o desempenho das lavouras de soja foi bastante razoável. Estiagem e excesso de chuvas provocaram prejuízos regionalizados, mas com o aumento de 3,5% da área de cultivo a temporada 2017/18 está chegando ao final como a maior da história do Brasil, com quase 115 milhões de toneladas. Na safra anterior foram 114 milhões de toneladas, segundo a Conab. Com esse desempenho, o agronegócio seguirá, por mais um ano, como o principal motor da economia brasileira.

A irregularidade do clima resultou em produtividades bastante variadas, principalmente no Rio Grande do Sul. Lavouras da metade Sul apresentaram fortes perdas por estiagem, mas do centro ao norte chuvas razoavelmente regulares deixaram satisfeita a família de Igino Costa Beber. Administrador da Agropecuária Brasitália, com sede em Condor, Mauro Costa Beber revela que a média ficou em 72 sacas/hectare, 5% a menos que na "safra perfeita" de 2016/17. O rendimento teria ficado bem próximo do recorde de 76 sacas/hectare da temporada passada não fossem 23 dias secos e de temperaturas altas, explica. O fato de ter escalonado o plantio de oito cultivares entre 16 de outubro e 23 de novembro ajudou a minimizar os efeitos do período seco, avalia o produtor.

O bom desempenho dos 1.670 hectares que os Costa Beber cultivam Condor, Bozano, Ijuí e Palmeira das Missões não é consequência apenas do clima. Instalados na região norte do Rio Grande do Sul há mais de um século e cultivando grãos por seis décadas, eles foram modernizando a gestão, manejo, tecnologia e maquinários. No inverno, um terço da área é destinada à aveia preta para semente e entre 25 e 30% ao trigo, o que ajuda no controle de plantas daninhas e deixa adubação residual.

Sede da Agropecuária Brasitália: tecnologia de ponta para garantir altas produtividades

Gestão e tecnologia

A modernização dos negócios está bastante presente na Agropecuária Brasitália. Agricultura de precisão, tratores e colheitadeiras equipados com computadores que elaboram mapas de plantio e rendimento, programas que medem a condição nutricional das culturas por imagem de satélite são ferramentas de uso permanente. Como gestor das propriedades desde 1996, Mauro controla as atividades com base em planilhas que acumulam milhares de números desde os tempos em que o pai Igino passou a se dedicar aos grãos, nos anos 1960. Ele guarda dados de produtividade e revela que o rendimento da soja vem crescendo uma saca por safra nos últimos 57 anos. "Quero continuar aumentando a produtividade em uma saca de soja por ano. É a nossa meta", revela.

A gestão dos negócios é compartilhada. O genro João Fracaro, formado em Informática, é responsável pelo gerenciamento de dados, cotações, logística e manutenção de máquinas. A filha Cristina, casada com João, divide com Adriane, irmã de Mauro, a responsabilidade pelas finanças da Agropecuária Brasitália. Mauro e a esposa Sílvia têm outros dois filhos. Carolina está concluindo Ciências Contábeis e Gabriel cursa o ensino médio. Igino, pai de Mauro, aos 83 anos segue ativo auxiliando nas tarefas das propriedades em Bozano e Ijuí. Ele mora em Bozano com a esposa Almanir Bonotto e tornou-se uma figura lendária pelos 50 anos atendendo, gratuitamente, pessoas com dores musculares, membros destroncados e outros males.

Com gosto por meteorologia, Mauro tem anotações sobre o regime de chuvas dos últimos 15 anos e acompanha atentamente fenômenos como La Niña e El Niño. Ele usa os dados e as tendências climáticas para definir as áreas de cada cultura e as épocas de plantio. "Gosto da tecnologia porque ela nos ajuda a dar transparência aos negócios e a tomar decisões", justifica o produtor.

Empresa familiar

Encravada na localidade de Pontão dos Bueno, município de Condor, a sede da Agropecuária Brasitália ocupa o "filé" do solo gaúcho. Cercada por férteis terras argilosas, a sede da fazenda, na parte mais alta da propriedade, apresenta galpões impecavelmente organizados que guardam parte das quatro colheitadeiras, dez tratores e dezenas de implementos utilizados nas quatro propriedades dos Costa Beber.

Integrante de uma numerosa família de descendentes de italianos, Mauro honra a tradição e a fama de que eles são bons de prosa. Bastante detalhista, ele conta que a Agropecuária Brasitália é uma pessoa jurídica em que cada um dos cinco irmãos recebe rendimentos. "As finanças são tratadas com toda a transparência possível", assegura. Além dos irmãos, outros dez funcionários são remunerados pela empresa.

Com um perfil de produtor altamente tecnificado e que prioriza a eficiência da gestão para melhorar a rentabilidade de suas atividades, Mauro Costa Beber vê como um avanço a chegada da C.Vale ao Rio Grande do Sul. "A C.Vale tem interesse em que o produtor também cresça", interpreta. A credibilidade e a seriedade da gestão também pesaram em sua decisão de passar a operar com a cooperativa.

Mauro Costa Beber

 

Raio X da Agropecuária Brasitália

Soja

Safra

Produtividade

Custo

2016/17

76 sc/ha

22 sc/ha

2017/18

72 sc/ha

26 sc/ha

Diferença

-5%

+18%

Receita por atividade

Ano 2017

Soja – 89%

Trigo – 10%

Aveia – 1%

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