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16/11/2016 | Leite nosso de cada dia

Família de Terra Roxa explora atividade leiteira para viabilizar propriedade

Uma estrada arenosa em que predomina um ambiente de calmaria devido à escassa presença de moradores leva a uma propriedade onde o silêncio é quebrado pelo som de vacas e de trabalhadores que manejam ferramentas para a construção de uma casa. Quando o carro branco da C.Vale se aproxima, uma cadela alerta os proprietários sobre a chegada de visitantes e Rodrigo sai para recebê-los enquanto a mãe Maria está terminando a limpeza da casa e o pai Silvone Aparecido de Souza se levanta após a tradicional sesta.

Na varanda da casa, de onde se avistam vacas e bezerros sob um galpão, Silvone revela que a pequena área de 7,5 hectares, em Terra Roxa (PR), obrigou a família, dez anos atrás, a investir na produção de leite. A empreitada começou com apenas 12 vacas e o gosto pela atividade os impulsionou a investir. Como todo negócio, passaram por aprendizado. A produtividade era de 17 litros/vaca/dia, um desempenho que limitava a rentabilidade. O problema estava na dieta dos animais, explica o médico veterinário Douglas Cavalheiro. Com a mudança e outros ajustes de manejo, a produção cresceu para 30 litros/vaca/dia. "Temos 45 vacas em lactação e a produção é de 1.400 a 1.500 litros/dia", conta Silvone.

Empolgados com os resultados, ele e a esposa têm planos de ampliar o rebanho para 70 vacas e aumentar a produção em aproximadamente 50%. A decisão levou em conta os planos do filho Rodrigo, de 27 anos, de permanecer na propriedade. Ele se casa em novembro e a futura esposa Amanda vai auxiliar o trio nos afazeres com o rebanho leiteiro. Entusiasmado com o casório marcado para novembro, ele brinca. "Vão ser tantas crianças que elas vão dar a volta nessa mesa", afirma, enquanto Maria sorri e parece imaginar os netos enchendo a casa de algazarra.

 

Maria, o filho Rodrigo e o marido Silvone: plantel de 110 animais entre vacas e bezerras

Inoculante preservaqualidade da silagem

Para aumentar a produtividade do rebanho, a família Souza fez modificações no manejo e passou a utilizar inoculante durante o processo de preparação das duas mil toneladas de silagem que o gado consome por ano. "Antes a gente perdia dois centímetros da parte de cima da silagem. Agora, a silagem fermenta mais rapidamente e não tem mancha de mofo", assegura Rodrigo. O médico veterinário Douglas Cavalheiro, que presta assistência à família, observa que este ano o milho foi afetado pelas geadas de junho e ainda assim a silagem saiu com boa qualidade. "Com inoculante, a silagem fica mais estável, não perde nutrientes", registra.

Com planos de aumentar a produção de leite, a família terá que preparar duas mil toneladas de silagem por ano e vai precisar de área maior que os atuais cinco hectares próprios e os 25 hectares arrendados. A despesa com inoculante foi assimilada naturalmente. "Depois que você começa a usar, não fica mais sem", diz Silvone, com convicção. O filho Rodrigo confirma. "O investimento se paga e sobra." Habitual frequentador de feiras e concursos, ele aposta na qualidade da silagem para manter a média de produtividade acima dos 30 litros/dia e conquistar prêmios, a exemplo do que ocorreu em Palotina em janeiro, quando um dos animais da família venceu o Torneio Leiteiro da C.Vale na categoria vaca jovem.

 

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