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15/03/2016 | Lavouras do oeste do PR sentiram excesso de chuvas e seca

Não foi o "safrão" que todo mundo esperava, mas a soja está deixando resultados satisfatórios para boa parte dos produtores do Sul do país na temporada 2015/16. Com o El Niño atuando forte e despejando chuva em novembro e dezembro sobre o Paraná e Mato Grosso do Sul, a impressão dos produtores era de que a produtividade seria recorde. No entanto, o aguaceiro acabou prejudicando o desempenho das lavouras. "O excesso de umidade interferiu na disponibilidade de oxigênio no solo. Esse fator, mais a redução da luminosidade, prejudicaram o potencial produtivo da soja", explica o supervisor agronômico da C.Vale, Enoir Pellizzaro. Segundo ele, a estiagem de quase três semanas em janeiro foi o maior limitador da produtividade, provocando mais danos que até mesmo a ferrugem asiática. "Mesmo com o excesso de umidade de dezembro e início de janeiro, quem seguiu o protocolo da C.Vale e agiu preventivamente, perdeu pouco com a doença", interpreta Pellizzaro. Com todos esses fatores, o rendimento médio, no oeste do Paraná, ficou em aproximadamente 128 sacas/alqueire (53 sacas/hectare), desempenho inferior ao da safra passada.

O produtor Guido Weber, de Alto Santa Fé, município de Nova Santa Rosa (PR), confirma o relato de Pellizzaro. "Choveu muito em dezembro. Eu achava que a soja ia perder a florada", contou o produtor. Ele acredita, porém, que foram as altas temperaturas de janeiro as responsáveis por reduzir o potencial da lavoura em 10%.

Enquanto os filhos Adair, Fábio e Marcos colhiam os 158 alqueires (382 hectares) de soja, no início de fevereiro, Guido revelou à reportagem da revista C.Vale que a família utilizou variedades de soja Intacta, tolerante à maioria das lagartas, e começou a combater os percevejos mais cedo que na temporada passada. "Teve menos praga dessa vez", conta o produtor. Os Weber concluíram a colheita com rendimento acima da média da região, com 145 sacas/alqueire (60 sacas/hectare). Mesmo que a produtividade não tenha sido recorde como se projetava no início da safra, os Weber estão satisfeitos já que os preços estão mais atrativos este ano. Na safra passada, a família comercializou a maior parte da soja entre R$ 54,00 e R$ 57,00. Em 2016, eles podem negociar o grão por valores maiores. "O preço da soja está bom", confirma Guido.

Fábio Weber: rendimento de 145 sacas/alqueire ficou acima da média do oeste do Paraná

FAMÍLIA WEBER

SAFRA

PRODUTIVIDADE

CUSTO

2014/15

138 sc/alqueire

55 sc/alqueire

2015/16

145 sc/alqueire

60 sc/alqueire

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