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03/04/2014 | Estiagem e altas temperaturas afetam desempenho da soja

A safra de soja 2013/14 começou dando mostras de que correria tranquila. Plantio na época certa e bom desenvolvimento até meados de dezembro no Paraná e em parte de Mato Grosso do Sul. Mas ao contrário de Mato Grosso, onde chovia de forma geral e contínua, as lavouras dos outros dois estados começaram a sofrer com a irregularidade das chuvas e as altas temperaturas na última quinzena de 2013. Janeiro começou úmido no Paraná e Mato Grosso do Sul, mas uma segunda estiagem e uma extraordinária onda de calor no início de fevereiro voltaram a afetar parte das plantações. Foi o caso em que o sol  brilhou mais do que o necessário e ofuscou resultados que pareciam bastante promissores considerando-se a valorização da soja. “Mato Grosso do Sul, o norte e o centro-sul do Paraná sofreram mais. Na média, no entanto, as produtividades foram satisfatórias”, resume Ronaldo Vendrame, gerente do Departamento Agronômico da C.Vale.
Em Terra Roxa, oeste do Paraná, a lavoura de 180 alqueires da família Paslauski sentiu a falta de chuva no final do ciclo, que deixou a soja com grãos miúdos. Apesar do rendimento 13% inferior ao da safra passada, Benjamin e os filhos Ivanor e Ivo ficaram satisfeitos com a média de 135 sacas/alqueire. “Eu acho que ‘tá’ bom. ‘Prá’ um ano com esses preços não dá ‘prá’ se queixar”, avalia Benjamin, enquanto observa uma das colheitadeiras descarregar a produção sobre o caminhão. Ao final da tarde do dia 3 de fevereiro, com o sol de 35 ºC “torrando” a soja, o produtor revela que as altas temperaturas anteciparam a colheita em 15 dias e empurraram a umidade do grão para menos de 10%. Depois de esvaziar o graneleiro da máquina, Ivanor conta à reportagem da revista C.Vale que a família optou por cultivar 40% da área com variedades convencionais para aproveitar o bônus pago pela cooperativa para esse tipo de grão. Assim que Ivanor some com a colheitadeira em meio a uma enorme nuvem de poeira que contrasta com o horizonte alaranjado pelo sol que se põe, chega o irmão Ivo com a outra máquina. Ele conta que a estratégia da família é vender 50% da produção para saldar as despesas da lavoura. “Vamos segurar o restante ‘prá’ vender aproveitando as oportunidades que surgirem durante o ano.”

Ivo (camisa verde), Benjamin e Ivanor: resultado agradou apesar do clima seco


Schreiner fecha em 140 sacas/alqueire

A escassez de chuvas no período de formação dos grãos atrapalhou o desempenho da lavoura de Pedro Schreiner, em Bela Vista, interior de Terra Roxa (oeste PR). O potencial, até o início de janeiro, era para uma produtividade bastante elevada, mas o associado ficou satisfeito com a média de 140 sacas em 18,5 alqueires. “Uma chuva a mais em dezembro teria feito uma grande diferença, mas ainda assim ficou bom. Foi uma produtividade bem razoável para o clima que tivemos”, avalia o associado.
Em Campina da Lagoa (centro-este PR), a lavoura da família Alves, esteve entre as primeiras a chegar ao ponto de colheita. Em 170 hectares, José Natal e os filhos Antônio e Irineu conseguiram rendimento médio de 55 sacas/hectare.

Gerente de Bela Vista, Laércio Villas Boas, com Pedro Schreiner, que conseguiu 140 sacas/alqueire

MATO GROSSO

Família Backes amplia produtividade

A umidade que faltou aos solos do Paraná e Mato Grosso do Sul sobrou em Mato Grosso. A lavoura de 1.800 hectares da família Backes em Santa Carmem (norte MT) rendeu mais 13% a mais nesta safra que na temporada anterior. Carlos e a esposa Lucilene concluíram a colheita na Fazenda Maravilha com produtividade média de 60 sacas/hectare e custo de 28 sacas/hectare.
“O clima foi muito bom. Somente no mês de dezembro houve um pequeno ataque de lagarta. De resto, correu muito bem”, avalia Carlos. Lucilene revela que 60% da produção foi comercializada antes da safra e que o restante será negociado conforme as oportunidades que surgirem durante o ano. “A gente sempre faz troca de insumos por soja com contratos de garantia de preço para ter mais segurança nos negócios”, completa Carlos.

Lavoura de Carlos e Lucilene rendeu 60 sacas/hectare

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