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12/09/2012 | Quebra da safra norte-americana valoriza milho no Brasil

Nem o mais otimista dos produtores brasileiros imaginava preços tão altos para a soja e o milho. Impulsionada pela mais grave seca dos últimos 56 anos nos Estados Unidos, as cotações dispararam na Bolsa de Chicago e, imediatamente, puxaram para cima, muito para cima, os valores desses dois produtos no Brasil. A soja chegou a alcançar R$ 73,00 no oeste do Paraná, o equivalente a 36,13 dólares a saca. O milho foi a R$ 27,50 (13,61 dólares) em plena colheita da safrinha. Poucos se beneficiaram da alta da soja já que a última safra brasileira apresentou quebra expressiva devido à seca, mas o produtor de milho está aproveitando o momento. São os maiores níveis de preços da história.
A valorização excepcional do milho serviu para minimizar os efeitos das doenças que prejudicaram mais as plantações que a escassez de chuvas na fase inicial da cultura. “A alta dos preços compensou essa perda que tivemos na produtividade”, admite o associado Lírio Kunzler. O rendimento médio dos 23,5 alqueires que ele cultivou em Alto Santa Fé, interior de Nova Santa Rosa (oeste PR) encolheu 14% em relação a 2011. A produtividade ficou em 190 sacas/alqueire (78,5 sacas/hectare) contra 220 sacas/alqueire (90 sacas/hectare) do ano passado. Segundo o produtor, parte da lavoura foi afetada pela morte súbita, o que acabou puxando para baixo a média final. A rentabilidade ficou em torno de 80 sacas/alqueire, calcula Kunzler.
Com o milho depositado na cooperativa e preços bem acima da média, a principal dúvida do produtor é vender e garantir uma boa remuneração ou aguardar, na esperança de que os preços subam ainda mais. O economista Eduardo Gianetti da Fonseca entende que é hora de faturar. “O importante é usar o momento com inteligência e aproveitar a maré alta para se capitalizar, reduzir dívidas e investir no longo prazo, planejar. Se nós imaginarmos que vão durar (esses momentos) para sempre e não tomarmos providências em tempo hábil, depois vem o arrependimento”, aconselha.

PARCELAR AS VENDAS
Para o gerente do Departamento de Operações e Mercado da C.Vale, Valentim Squisatti, a estratégia deve ser a venda parcelada da produção. “O produtor deve analisar seus compromissos financeiros, ver o que tem para pagar e ir vendendo aos poucos. Se você parcela as vendas tem condições de fazer uma média de preços melhor”, orienta. O associado Cláudio Hafemann adotou essa solução. Pretende vender, até setembro, 20% da safra colhida em 210 alqueires em Assis Chateaubriand (oeste PR). “Vou acompanhar o clima nos Estados Unidos. O resto vou vender em etapas”, revela. O desempenho da lavoura ficou em 200 sacas/alqueire (82 sacas/hectare), 11% a mais que em 2011. “A colheita foi muito boa se comparada com a do ano passado. Não tenho do que reclamar, ainda mais agora com esses preços”, avalia Haffemann.

SAFRA DOS EUA
Em milhões de toneladas

Milho
Previsão inicial – 375,68
Agosto – 273,9

Soja
Previsão inicial – 87,23
Agosto – 73,2

Fonte: Usda


Cláudio Hafemann pretende vender, até setembro, 20% da produção de 210 alqueires de milho em Assis Chateaubriand (PR)

Doenças prejudicaram lavoura e Lírio Kunzler colheu 190 sacas/alqueire em Nova Santa Rosa (PR)

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